Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Ouvindo Música





Foi, como todos os discos de que fico sabendo: lendo em algum lugar e me interessando para saber do que se trata. No caso, foi uma nota sobre um certo samba novo que surgiu nos últimos anos e eu não havia tomado conhecimento. Samba para mim era e sempre foi Paulinho da Viola e em menor grau, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Martinho da Vila dos anos 1970 e uns poucos, bem poucos mais. Ah, também sempre gostei de Tereza Cristina e o Grupo Semente, principalmente de Pedro Miranda, cujo disco solo, Coisa com Coisa, fez estágio de alguns meses em meu cd player. Resisti uns dias, fiz outras coisas e um dia me vi procurando. Encontrei Rômulo Fróes, Mariana Aydar, Fabiana Cozza, Max Sette, o grande Wilson das Neves, o onipresente Curumim e me apaixonei por Rodrigo Campos.
Uma vez conversando com um amigo, chegamos á conclusão de que Paulinho da Viola era um primor de poeta e contador de histórias. Que conseguia, em 3 ou 4 minutos nos colocar frente a uma história como se fosse em um gibi. (Nunca entendi por que ninguém até hoje se dispos a ilustrar Sinal Fechado...daria uma senhora história.). Assim a meu ver, é Rodrigo Campos: com uma voz tranqüila, sem aqueles arroubos vocais que tanto nos impingiram nos últimos anos e uma verve poética de poucos.
Melhor que eu fale, é mostrar. Senhoras e Senhores, Rodrigo Campos:


Rodrigo Campos - Rua Três

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

Kitty White


With the wind and the rain in your hair

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Catherine Russell

Alguém já ouviu falar de um festival chamado I Love Jazz ? Eu também nunca havia ouvida nada a respeito. Estava eu no trabalho em setembro quando me lembrei que ouvira falar de um show de Paulinho da Viola em São Paulo naquela semana. Como era segunda feira, procurei em um guia de um jornal aí e não encontrei nada...Mas por acaso vi um pequeno quadradinho em uma das páginas e fiquei pasmo. A foto era de Catherine Russell e quem me lê sabe que falei dela tempos atrás. (Recorde aqui se não lembra.). E dá-lhe procurar o endereço do tal show, onde se venderia ingressos, o preço e tudo o mais.


Descobri que o show seria no Teatro da Cosipa (o que?? onde??) e que o ingresso custaria a bagatela de R$ 60,00. Puta merda!, pensei. não perco isso nem amarrado. Como já eram mais de 9 da noite, tive que esperar até o outro dia.


No dia seguinte de manhã, como a bilheteria abriria ao meio dia, lá fui eu debaixo de chuva em direção ao Jabaquara. O teatro fica ao lado da estação Conceição. Procuro a bilheteria, encontro e descubro que ao contrário do que me informaram, a abertura seria somente às 14:00 hs. E eu tinha que ir trabalhar às 13:00. Um rapaz me informou que possivelmente poderia comprar um pouco antes do show uma vez que a procura não estava tão intensa. Fui trabalhar pensando que já havia perdido. Um show destes teria ingressos sobrando??? Nem a pau!


Saí do trabalho mais cedo e fui de volta ao Jabaquara. No metrô já imaginava minha cara de tacho com a decepção enorme que me esperava. Ledo ivo engano: não tinha ninguém para comprar ingressos. Na verdade não tinha ninguém à espera em lugar algum. Somente uns gatos pingados aos quais nos juntamos. Os minutos se passaram e se transformaram em horas e nada de chegar a horda que gosta de música boa, nem de abrirem as portas da sala onde seria o espetáculo. às 21:30 abriram as portas e adentramos. O teatro bonito, grande, com poltronas confortáveis, novo. E vazio. Éramos ao todo umas 30 pessoas...


Uma moça entra no palco e anuncia o festival dizendo que era uma honra, uma isso, uma aquilo, que jazz é isso e é aquilo. E eu com a certeza de que ela nunca havia ouvido jazz na vida e chama ao palco Catherine Russell.


Uma mulher pequena, magra, com dreadlocks entra no palco acompanhada de uma guitarrista, um pianista e um baixista. Ela para no centro do palco, coloca a mão na frente dos olhos olhando para a platéia, como a olhar lá no fundo procurando as pessoas que não estavam lá...Afundei na poltrona de vergonha. Ela se virou como se desse de ombros e ligado o "foda-se" e abriu a boca. E quando fez isso, todos os pelos do meu corpo ficaram em pé. Ela mandou My Man´s An Undertaker. E eu até esqueci que havia levado a camera.


E então percebi o quanto valeu eu ter me esforçado para chegar ali, por ter me esforçado para conseguir baixar e decodificar os discos dela que consegui. Mas percebi também o descaso para música boa nesse país de axé e baianidades chatas. E que falta faz uma boa divulgação.


Quando o show acabou, a única coisa que me interessava era saber se a produção havia pedido para que trouxesem discos para vender. E ninguém sabia. Na procura por essa informação, encontro uma produtora que me disse que sim, mas ela não sabia com quem estava. Ia procurar.


Enquanto esperava, um rapaz que vira filmando o show, acompanhado de uma garota que me pergunta se posso responder umas poucas perguntas, pois me vira no show cantando junto com a moça e ele queria me gravar com a entrevista para colocar no site do festival. Concordei e meti a boca dizendo que era vergonhoso que não tivesse ocorrido nenhuma divulgação, que isso, que aquilo. Duvidei, claro que aquilo fosse para o site. Não foi...rs...


A produtora me trouxe os discos, originais e com preço de disco nacional. Comprei e pedi autógrafos nos dois e depois de ser atendido, vim embora para casa um pouco mais feliz, mas ainda muito puto por tão pouca gente ter estado lá.




On the road again...




Ai um dia, você acorda e pensa: "vou ouvir meus discos e ler meus livros um pouco.". Fiz isso. Aproveitei que o pc quebrou e fiz isso. Desde 02 de julho não coloco os pés aqui. Simplesmente desencanei. Achei que não tinha muitas coisas para dizer, assim como todo mundo sempre fica. Mas o mundo não parou, o Brasil melhorou (só não percebe quem não quer), a Disney comprou a Marvel e vamos ver no que dá; Obama ganhou um prêmio Nobel, não merecido, se pensarmos bem, a cidade continua suja, mas muito legal. Fui viajar e conheci Maceió. Quase mudei de emprego, mas como não deu certo justamente quando estava achando que não tinha nada de mudar, ficou tudo como antes. Ah, em outubro fiz 49 anos...

Tô na área novamente.

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Falsidade, hipocrísia


Jermaine Jackson: ‘I wish it was me’

Domingo, Junho 28, 2009

Parede da Oficina

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Um Brinde - Michael Jackson




Morreu Michael Jackson. Quer dizer, morreu o outro Michael Jackson, já que aquele
que conhecemos nos anos 1970, ja havia morrido o final dos 1980.
Às vezes acho que preciso prestar um pouco mais de atenção às coisas que faço de súbito, sem pensar muito. Explicando: hoje de manhã estava ouvindo música em casa,
no computador e parei o que ouvia para colocar Michael Jackson. Detalhe, nunca fui
muito com a cara dele depois dos Jackson Five. Tanto que, apesar de um dos meus irmãos ter, nunca ouvi Thriller ou o anterior, (que dizem ser superior), Off the Wall. E com o passar dos anos, fui deixando de prestar atenção às suas bizarrices, seus problemas, suas loucuras.
Então um brinde ao Michael Jackson negro, que está aí em cima.

Sem beber



Estou há 11 dias sem beber, devido a um medicamento que estou tomando recomendado
por minha dermatologista. Terminantemente proibido de beber.Sem a proibição, corria o risco de ficar sem conseguir colocar o pé no chao. Acontece que não está surtido efeito. Não que eu seja imediatista, não sou. Mas acho qe alguma coisa já poderia ter acontecido e não acontece nada. O pé doi, não desincha e meu saco está pelas alturas.
Hoje ouvi de uma pessoa que é por causa do "efeito cumulativo". Que porra é essa? Não bebo tanto assim para ser vitíma de um "efeito cumulativo"! Ou ja bebi?
Claro que ja bebi muito, mas nunca a ponto de cair ou dar vexame. E nunca escovei os dentes com gim!!! Gim é pra ser bebido parcimoniosamente...rs...
Ah, Michael Jackson morreu. Do coração. Aposto que não bebia.

Terça-feira, Junho 16, 2009

Um Brinde a Koko Taylor (ainda que atrasado)




Primeria vez que ouvi Koko Taylor foi em um programa de rádio que Jô Soares tinha na Eldorado anos atrás. E foi justamente com uma das músicas aí em baixo, Asyllium Insane, que ela canta com Willie Dixon, que está em algumas de suas primeiras gravações. Depois a vi aqui em São Paulo, no festival de blues que teve lá no Ibirapuera em 1990 se não me falha a memória, onde por dois dias tocaram, entre outros, The Kinsey Report, Big Daddy Kane, Ed Motta, Blues Etilicos, André Christovam. Koko Taylor, que no final do show chamou Ed Motta para dividir uma música com ela e ele não foi, dizendo num ato de humildade que perdeu, diga-se de passagem, que seu ingles não era bom.
Morreu no último dia 3 de complicações pós operatórias em Chicago, aos 80 anos.




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