São Paulo City Blues

Icon"...O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções e as ficções sociais, que se sobrepoem às realidades naturais..." Fernando Pessoa

A Copa (cadê a cozinha?)

E vamos lá falar de copa do mundo. Assim mesmo, com minúscula que é para descontentar o coro, etc, etc.

Não vi a abertura da dita cuja. Minha filha diz que o show de Shakira (who´s she?) foi demais, que ela canta muito...duvido que gostasse, (em matéria de cantoras estrangeiras, ainda sou mais Joni Mitchell, para ficar só no rock´n roll.).
Não sou fanático por futebol, nunca fui. Segundo um dos meus irmãos, até jogava bem na infancia, mas uma rasteira bem dada, demoveu-me da idéia de ser um jogador de futebol para aprender a ler o mais rápido possível.
Então sendo o chato que sou, não entendo esse ufanismo todo em relação à copa da mundo, à seleção brasileira, à babação de ovos toda que rola sobre os jogadores convocados, que todo mundo diz que não são os ideais. Não sei se são. Esse país tem milhões de técnicos e técnicas (sim, elas estão aí) de futebol que sabem mais que eu. Mas de uma coisa tenho certeza: Ganso e Neymar não seriam convocados por mim.
Não por não terem cacife para os jogos e sim para não queimar os garotos com essa seleção meia boca que Dunga formou. Sim, sou santista, mas se me pedirem a escalação do time, vou passar vergonha. Mas acho que ganhar da Coréia do Norte não é mérito nenhum para o aclamado maior futebol do mundo.
Vi o jogo e me senti envergonhado por saber que tanta gente havia nutrindo uma expectativa em relação a um jogo espetacular que não aconteceu...
Aí você ouve as pessoas falando que quando jogarem contra um time grande, a seleção dará o show que conhecemos, crescerá, o diabo a quatro. Que bobagem. Se você ganha de um time pequeno, obscuro, de 2 x 1 sofridos, o que esperar quando você jogar com um time que é seu igual ou superior?
Quando foi que o futebol mudou, quando foi que começou a mania de ao menor contato físico, o jogador se joga no chão pedindo falta e mesmo um pênalti? Não sei. Mas me lembro que futebol era um esporte de contato sim. Senão, como se roubar uma bola do adversário? Ah, já sei: essa bobagem toda começou quando começaram a tratar os adversários com "respeito". Em toda entrevista que ouço, lá vem o jogador com aquela lenga lenga de que "...vamos jogar de forma tranquila, respeitando o adversário...". Caralho!!! Respeitando o adversário???
Até onde sei, adversário é a pessoa a ser combatida, derrotada. Se você respeita o adversário, ele deixa de ser, se torna seu amigo ou então ele ele o derrota. Principalmente se ele não o respeitar.
Aí te respondem que nos amistosos a seleção foi bem contra alguns times grandes da Europa. Claro, porra! Só tinha que ir mesmo, levando-se em consideração que trouxeram times acostumados à temperaturas abaixo de zero no inverno, para jogar lá no nordeste, às vezes em pleno verão, quando as temperaturas batem facilmente os 40 graus, é óbvio que se vai bem. Não tem como não ir. E mesmo assim, foram vitórias, desculpem o trocadilho, suadas. Novamente pergunto, qual o mérito disso?

 
 
 
 

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